2017 · Instalação · Autoral
Maboroshi
Escultura robótica que desperta com a nossa presença e olha de volta
Escultura robótica de origamis e sensores, feita com Gabriela Castro, que precisa da presença humana para despertar e olha de volta para quem a encara. Nasceu no open lab do Hiperorgânicos 7, no Museu do Amanhã, em 2017, e encerra a exposição Isto Não é um Prompt, em 2025.
Maboroshi é uma palavra japonesa de muitos sentidos: ilusão, visão, sonho, fantasma, fantasia. Inspirada pelos origamis e pelos robôs humanoides, sonho antigo da ficção científica, a obra é uma escultura robótica que precisa do estímulo humano para existir, ganhar vida e deixar de ser ilusão. Ou o contrário: criar a ilusão de presença para quem contempla e encara este corpo estranho, que olha de volta, e que por olhar e enxergar provoca a pergunta sobre o que é a realidade, o que é a consciência e o que define a existência.
Combinando trabalho manual e tecnológico, origamis e sensores, a escultura nasceu em parceria com a arquiteta Gabriela Castro no open lab do simpósio Hiperorgânicos 7, organizado pelo Núcleo de Artes e Novos Organismos (NANO-EBA-UFRJ) no Laboratório de Atividades do Museu do Amanhã. Faz parte de uma investigação sobre a geometria e a dobradura de materiais associadas à programação criativa e à inteligência artificial, entre universos digitais, analógicos e humanos. A saia do manequim vem do workshop Construindo Proto-Ecologias, parceria do Laboratório do Amanhã com a Bartlett School of Architecture, o NANO e o LAMO3D, em 2016.
Em 2025, Maboroshi encerra a exposição Isto Não é um Prompt. A escultura espera em estado meditativo até que a presença de alguém a desperte, e seus olhos seguem quem passa: não aguarda comandos, é ela quem inicia a interação. Ao fundo, vídeos do Rio de Janeiro passam pelo mesmo filtro em tempo real de Captura Involuntária, o cartaz da entrada, como se o robô fosse a entidade que tudo vê: o sinal ao vivo e todas as câmeras da cidade.